“Tinha tudo para dar certo”, reage perante os números Duarte Nuno Vasconcellos, produtor da peça Variações, de António. “O êxito está intimamente relacionado com a conjugação três figuras fundamentais: António Variações, Vicente Alves do Ó e Sérgio Praia”, justifica, referindo-se ao cantor retratado no espectáculo, ao autor-encenador e ao protagonista.

Apresentada em Lisboa na sala Mário Viegas do Teatro Municipal São Luiz, entre 24 de Junho e 10 de Julho, a peça obteve uma ocupação de sala de 97%, o que corresponde a 1305 espectadores.

Duarte Nuno Vasconcellos, da Buzico Produções, adianta que já está a preparar uma segunda temporada em Lisboa, ainda este este ano: “Estamos em negociações com algumas salas, mas de momento não podemos adiantar mais.”

Variações, de António entrará em digressão nacional depois do Verão: Ovar em Outubro, Beja em Dezembro e Funchal em inícios de 2017. “Estamos em negociações com Sines, Damaia, Évora e Porto”, acrescenta o produtor.


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Os números agora disponíveis, fornecidos pelo São Luiz, confirmam uma impressão que ficara ao longo das apresentações: o espectáculo foi um êxito de bilheteira, em alguns dias com espectadores à porta e sem lugar.

A sala Mário Viegas tem capacidade para 105 pessoas. Se tivesse tido lotação esgotada em todas as 13 apresentações o resultado teria sido de 1365 espectadores.

Com duração de cerca de 70 minutos, a peça consiste num monólogo com elementos biográficos de António Variações (1944-1984), considerado a primeira estrela pop portuguesa e o mais importante ícone gay do século XX português.

Numa crítica ao espectáculo, o jornalista Rui Monteiro assinalou a ausência de “qualquer referência à homossexualidade do cantor”, o que “nunca foi assunto menor na sua vida e na sua carreira, por muito que não se queira falar nisso”.

Noutra crítica, Nuno Costa Santos notou que Sérgio Praia “está muito convincente em todas as dimensões”, “sem caricatura ou homenagens ocas”.

Bruno Horta

 

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