Artistas iconoclastas vivem relações polígamas (ou serão poliamorosas?)  e decidem pôr termo à vida. Vivem numa comunidade utópica, num futuro distante mas incerto. São protagonistas do filme experimental Werther Effect, de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira.

Proposta ambígua, de múltiplos significados e difícil leitura, o filme foi apresentado pela primeira vez em 2013, na galeria Carpe Diem Arte e Pesquisa, em Lisboa. No mesmo ano, foi exibido no Lisbon & Estoril Film Festival. Conheceu também apresentações em João Pessoa (Brasil), São Miguel (Açores) e na Trofa.

Agora pode ser visto na Galeria Municipal Vieira da Silva, no Parque da Cidade, em Loures. É uma das peças de uma exposição homónima, inaugurada a 16 de Abril e aberta até 29 de Outubro.

Os actores são David Alexander, John Romão, Mariana Sampaio, Mariana Tegner Barros, Victor D. Rosário e Violeta Lisboa.

“Para esta exposição, João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira retomam o projecto Werther Effect, para uma nova instalação, onde o filme que dá o nome ao projecto é exibido em paralelo com um conjunto de objectos utilizados na sua realização, bem como material produzido para a sua divulgação”, lê-se no texto de apresentação.

A dupla de artistas plásticos tornou-se conhecida pela linguagem irónica das suas exposições, aparentemente solta mas fiel a quadros teóricos bem definidos. Vale e Ferreira destacam-se pela abordagem queer em quase todos os trabalhos, sendo pioneiros em Portugal na validação artística de uma estética camp consciente e assumida.

Bruno Horta

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