Um vídeo de cerca de um minuto contra a “violência policial racista” começou a ser divulgado esta semana pela associação portuguesa SOS Racismo. “No mundo, todos os dias um negro é morto pela polícia ou forças de segurança“, é a mensagem transmitida.

Mais do que um mero grito de indignação“, o vídeo é “o reconhecimento da existência da violência policial e a exigência do seu fim“, afirma a SOS Racismo num comunicado de imprensa assinado por Mamadou Ba e José Falcão.

Eis o vídeo:

Publicado no YouTube a 10 de Abril e com locução do jornalista Fernando Alves, o vídeo surge numa altura em que a SOS Racismo assinala 25 anos de existência. “25 anos depois, a violência policial, a segregação espacial e política e o racismo institucional contra os negros, os ciganos, os muçulmanos e os imigrantes, são uma realidade“, lê-se no comunicado.

Os acontecimentos de 5 de Fevereiro no bairro da Cova da Moura, na Amadora (Grande Lisboa), reavivaram o tema. Cinco jovens foram detidos pela Polícia de Segurança Pública (PSP) por alegadamente, na versão policial, terem tentado invadir a esquadra de Alfragide. Os detidos acusaram a PSP de “tortura e racismo“.

A 19 de Fevereiro, outro caso: o jovem Nuno Pires apareceu morto depois de ter sido abordado por agentes da PSP na estação de comboios de Setúbal. A PSP saiu ilibada da suspeita de que a causa da morte estivesse relacionada com agressões por parte da polícia.

A “violência policial racista sistemática está na ordem do dia“, escrevem Mamadou Ba e José Falcão. “Enfrentar a violência policial é enfrentar a parte visível da violência racista que subsiste na sociedade e nas instituições.”

Bruno Horta

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